quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ride the Lightning, Metallica (1984)

"Faça aos outros o que eles fizeram a você
Mas em que diabos o mundo está se tornando?

Reduzindo o universo a nada
Guerra nuclear nos fará todos descansar".

Depois da porrada de "Kill' Em All", o Metallica se aperfeiçoou e apresentou um dos melhores álbuns de metal que o mundo já viu. Trazendo ainda a fúria presente em seu primeiro álbum misturada com um pouco mais de melodia, a banda se apresentou melhor ainda. Impressiona como alguns ainda torceram o nariz por causa do violão usado em "Fade to Black" e da diminuição do ritmo. Enfim, existe fanático para tudo.

"Ride the Lightning", gíria usada entre presidiários para designar os condenados à morte na cadeira elétrica - sendo esta a capa do disco - , é o segundo álbum da banda de trash metal americana Metallica. Mantendo a mão pesada para as músicas, mas segurando-a em algumas, o quarteto realizou uma das maiores obras-primas do rock pesado. E isso já se mostra desde a primeira música, "Fight Fire With Fire", que começa lenta mas toma um ritmo pesadíssimo, alucinado, de enlouquecer qualquer um. A letra fala dos perigos da guerra nuclear. Logo depois, vem a música título, "Ride the Lightning", mais calma e que relata o desespero de um condenado à morte pela cadeira elétrica. "For Whom The Bells Tolls", a terceira, foi inspirada no livro homônimo do autor norte-americano Ernest Hemingway. Na minha opinião, ela é uma das melhores e mais magnéticas músicas do Metallica, com um ritmo cadenciado e refrão granchudo.

"Fade to Black", a primeira balada da banda, fala de desespero e suicídio. Muita gente chiou por causa dessa música, adorada pela grande maioria dos fãs - inclusive por mim. Com um ritmo diferente de tudo o que eles haviam feito, "Fade to Black" deveria ser obrigatória em todo show do Metallica. Pena que não é.

A quinta música é "Trapped Under Ice", pesada, acelerada e que também fala de desespero. "Escape" é a seguinte e segura mais a onda do som pesado. Entretanto, "Creeping Death" vem para quebrar tudo sem deixar rastros. A música, certamente uma das dez melhores da banda, baseia-se na narrativa bíblica das pragas lançadas sobre os egípcios, uma das quais cada filho primogênito egípcio morreria. Inspirada numa frase dita pelo baixista Cliff Burton, enquanto viam o filme "Os Dez Mandamentos" - Whoa! It's like creeping death! - "Creeping" é um dos melhores arrasa quarteirões metallicos. O álbum histórico termina com "The Call Of Ktulu", uma fantástica música instrumental inspirada num conto de H.P. Lovecraft, "The Call Of Cthulhu".

"Ride the Lightning" é a mistura perfeita de peso e melodia que o Metallica viria aperfeiçoar tempos mais tardes. Serviu também como um presságio para um dos maiores clássicos do metal, "Master Of Puppets" - para muitos, inclusive Ozzy, o melhor. Certamente um dos vinte melhores álbuns de heavy metal e um dos dez de Trash Metal. É o Metallica em sua melhor forma.

Álbum: Ride the Lightning Ano: 1984 Gênero: Trash Metal/Speed Metal Componentes: James Hetfield (Voz/Guitarra Base)/Lars Ulrich (Bateria)/Kirk Hammet (Guitarra Solo)/Cliff Burton (Baixo)

Machado de Assis após o mergulho nas mesmas águas de Macunaíma

Machado de Assis branco?


Soube esses dias, pela internet, que havia uma propaganda da Caixa Econômica Federal em que aparecia um ator branco interpretando o célebre escritor Machado de Assis, o melhor autor brasileiro de todos os tempos. Como que tendo mergulhado nas mesmas águas que tornaram Macunaíma branco, Machado também se tornara branco. Racismo? Incompetência? Falta de pesquisa? Má caracterização do personagem? De tudo um pouco, digamos assim.

O Brasil, um país que se orgulha e bate no peito ao dizer que é mestiço, na verdade é hipócrita ao máximo. A escravidão acabou há 123 anos, mas as feridas ainda estão bem abertas. Não falo no racismo declarado, pois isso é crime - e mesmo assim ainda há muitos casos de racismo no "país mestiço". Falo do racismo "camuflado", "disfarçado" e "escondido", racismo este muito pior do que aquele que esses mesmos brasileiros adoram apontar, o dos estadunidenses.

Hoje, não se pára um negro ao entrar em algum estabelecimento, mas se olha de forma diferente para ele. Os seguranças deste estabelecimento - muitos deles negros - , vigiam um negro numa loja e passa a dar uma atenção especial à ele. Será que realmente o racismo acabou? Será mesmo que no Brasil há essa igualdade toda que tanto proclamam? Ou a República Federativa do Brasil vende um peixe que não tem?

Não que a propaganda da Caixa tenha sido um ato total de racismo. Penso que é de tão forma costumeiro se colocar atores brancos para interpretarem papeis importantes, por que não representar o autor mais importante do país como um branco também? Até porque, um mulato não poderia ser o escritor mais célebre de um país - mestiço, por essência.

Além da parte racista do comercial - mas compreensível, vinda do Brasil - há a completa falta de informação e pesquisa dos ignorantes que planejaram o comercial. Esperar de uma pessoa comum que ela não saiba que Machado de Assis era negro, tudo bem. Mas de uma organização do nome da Caixa Econômica Federal, um dos órgãos mais importantes do país, ter a incompetência de cometer uma gafe desse quilate? Isso eu não aceito. Na minha opinião, ela deveria se retratar, fazer outro comercial e pedir desculpas.

Enfim, reflexos de um país que se diz mestiço, mas vende um peixe que não tem. Afinal, é o Brasil, não há como ser diferente.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Por que anarquismo?


Hoje em dia é quase impossível encontrar um indivíduo que se declare anarquista. E faço questão de não colocar na conta aqueles punks que leem alguma coisinha na internet, se interessam pelo tema e já se declaram “anarquistas”. Não, esses não. Anarquismo não é matar alguém por causa de oitenta centavos, como dois deles fizeram uma vez; nem sair marcando briguinhas pela internet com skinheads. O nome disso não é anarquismo; é criancice. Os punks antigos, aqueles surgidos na Inglaterra, talvez esses sim se inspirassem no anarquismo.

Tirando os punks de cena, meu intuito é esclarecer a causa, o motivo de eu ser anarquista. Bem, acho que o primeiro é o fato de ser pobre. Quando se é pobre, tem-se uma raiva incompreensível dos ricos, uma raiva que vem de berço e que mantenho até hoje. É como se soubéssemos que estamos da forma que estamos por causa deles – o que é inteiramente verdadeiro. Pensar dessa forma já é um passo para o socialismo. Eu, no auge dos meus quinze anos, já fui um “vermelho”. Dizia-me socialista, sem conhecer muito bem a coisa. Ao estudar melhor, o anarquismo acabou me atraindo mais.

Que fique bem claro, por favor, que sou um completo amador no tema. Gosto de História, tenho livros comprados e lidos sobre o tema, mas não sou sumidade no assunto. Talvez um dia seja. Entretanto, tenho meus pitacos, pois, pois.

Os teóricos anarquistas que mais me atraem são os dois mais famosos: Mikhail Bakunin e Pierre-Joseph Proudhon. O primeiro, russo, a quem mais admiro entre todos, foi talvez o mais entusiasta anarquista da história. Lutou nas barricadas e foi conhecido por sua ânsia de destruir. Destruir, acabar com as chamadas “maçãs podres”, para começar novamente uma nova existência, fundada na paz e na harmonia. Bakunin é o que mais me entusiasma, e compartilho com ele muitas de suas opiniões. Mas também gosto bastante do francês Proudhon, um dos primeiros teóricos a se autoproclamar anarquista. Proudhon é mais racional, a meu ver. Foi deputado, mas viu que o sendo, estava se afastando do povo e de seu ideal. Concordo com seu “anarco-comunismo” e penso que a sociedade deveria ser organizada em várias pequenas sociedades, com uns ajudando aos outros; trabalhando não apenas para si, mas para todos. Resumindo, me declaro um anarquista violento, assim como Bakunin, mas que gosta da organização e da racionalidade na hora de organizar as coisas, assim como Proudhon. Ação e Organização.

Utópico? É o que todos me falam. E concordo. O ser humano é um ser desprezível e nojento; já não há mais esperanças para ele. Só pensa em ganhar dinheiro; é egocêntrico e egoísta. Antes, pensava em fazer as pessoas a pelo menos pensarem um pouco sobre o anarquismo. Mas a única coisa que elas diziam era que isso é utópico. Sim, é utópico, mas não impossível. Não acredito num “mundo anarquista”, até porque, parece que o mundo tem andado para trás e as religiões e a ignorância têm tomado as pessoas. Sendo assim, não acredito de forma alguma no ser humano; tornei-me, eu, um egoísta. Nesse ponto, concordo com Max Stirner, outro teórico anarquista, de que cada um deve se conscientizar por si mesmo. A época que o anarquismo chamava a atenção das pessoas já passou há muito tempo. Seu último suspiro foi dado na Revolução Espanhola, quando uma desorganizada resistência anarquista acabou sendo derrotada pelos nazistas e fascistas alemães e italianos. Talvez, o punk dos Anos 70 e a Revolução de 68 tenham dado-lhe alguma esperança, mas esta já está distante desde então.

O que sobra então? Pra mim, pouco importa o anarquismo do outro; importa o meu, importa que eu seja. Farei eu mesmo o meu anarquismo. É óbvio que não sairei por aí soltando bombas ou matando padres – mesmo que vontade não falte. Mas há outra forma egoísta de ser anarquista. E em algum ponto de minha vida acabarei realizando-o.

O conhecimento, estudo e posterior filiação foram decisivos na minha “conversão” ao ateísmo. Também tornaram-me humanista e antipatriota. Contra todo tipo de poder, abuso ou autoridade, assim é o anarquismo. Contra o voto, que a meu ver, não serve para nada. Contra a democracia e também o socialismo, pois ambos não resolveram e continuam não resolvendo o problema do povo. Contra todo e qualquer tipo de religião ou deus, que só sabe subjugar o indivíduo e cegá-lo. Contra todo tipo de vício, que, assim como a religião, aprisiona o indivíduo, servindo de bengala para sua existência. Se me declaro anarquista, quer dizer que penso ser este o melhor e mais seguro modo de se viver. Utopicamente, ou não.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Kill' Em All (Metallica, 1983)

Quando gosto de uma banda, faço questão de sempre fazer posts sobre seus álbuns, do primeiro ao último. Pode-se dizer que ando meio devagar no quesito música, que não tenho falado muito dela, e tenho mesmo é escrito bem mais de cinema e livros. A partir de agora, darei um pouco mais de espaço à música - subtende-se, rock'n roll. Não que o rock seja o único estilo de música que eu goste, mas é o que mais me agrada, disparadamente.
E quanto à bandas, o Metallica é uma das minhas favoritas. Lembro que, há mais ou menos uns seis anos atrás, escutava pela primeira vez o "Black Album". Confesso que achei leve, sem peso - ainda estava na época que só era bom o que era pesado. Pouco tempo depois, quando fui mudando minha mente aos poucos, ouvi novamente o álbum e adorei. Mas não é do "Black Album" que falarei. O assunto agora é "Kill'Em All. o primeiro álbum da banda de trash/heavy metal Metallica.

Todos sabem aquela antiga história de que Dave Mustaine, futuro líder do Megadeth, havia sido expulso da banda em decorrência de seu abuso de álcool e drogas e seu comportamento agressivo, chegando ao ponto de ter caído na porrada com o James Hetfi
eld. Os integrantes também não deixaram barato: levaram Mustaine, de carro, para um lugar no meio do nada e o largaram ali, sozinho, e demitido. O resto da história todo mundo também sabe, pois com isso, Mustaine ficou com sede de vingança, montou o Megadeth, lançou "Killing Is My Business.... And Business Is Good", e vem seguindo até hoje firme e forte.

Anos 80, época do NWOBHM - New Way Of Britsh Heavy Metal - , onde uma nova horda de bandas estava preocupada em fazer barulho, mais barulho que bandas como o Black Sabbath faziam na época. Exemplos desse movimento são o Venom, o Iron Maiden, o Def Leppard , o Saxon, entre outras. O Metallica, influenciado principalmente pelo Maiden, Venom e Motorhead, entrou na onda, colocando mais peso e sujeira em suas composições, retirando sua fúria das músicas punks que também o influenciavam.

Dessa forma, nasceu "Kill' Em All', primeiro álbum da banda, que continha nove músicas. Combinando verdadeiros arrasa-quarteirões como as clássicas "Hit the Lights" - que abre o álbum de forma avassaladora - , "Whiplash" - que todo metaleiro adora, inclusive eu - , "Metal Militia" e a desconhecida "Phantom Lord"; composições mais "calmas", como a obrigatória-em-qualquer-show-da-banda "Seek And Destroy", e a "ex-Mechanix", que havia se transformado em "The Four Horseman"; além de "No Remorse", uma música praticamente esquecida mas que me agrada muito devido à sua junção de peso e habilidade, fórmula esta que o Metallica exploraria de forma melhor em "Ride the Lighthing", seu álbum posterior.

Enfim, "Kill' Em All" - que era para ser chamado "Metal Up Your Ass, modificado por causa da gravadora, que havia achado ofensivo - , é pesado, é técnico, é trash metal old school da melhor qualidade. Alguns fãs xiitas o tacham de "o único álbum do Metallica verdadeiramente trash". Eu, do meu lado, não penso dessa forma. "Kill' Em All" é um ótimo álbum, mas que serviu de aprendizado para que a banda percebesse que não só de peso vivia a música. Composições como "Seek And Destroy", adorada até hoje, comprovam isso. Hetfield e Cia entenderiam isso perfeitamente e iniciariam um processo de "aperfeiçoamento musical", que foi evoluindo até chegar no que considero sua perfeição, o aclamado e odiado "Black Album". Mas até lá, o Metallica teve que andar muito, sofrer uns bons bocados - vide a morte do baixista Cliff Burton - e comer muita poeira. Enquanto isso, o melhor a fazer é ouvir e se deliciar com a porrada perfeita de uma das melhores bandas de rock da história.



Álbum
: Kill' Em All Ano: 1983 Gênero: Trash Metal/Speed Metal Componentes: James Hetfield (Voz/Guitarra Base)/Lars Ulrich (Bateria)/Kirk Hammet (Guitarra Solo)/Cliff Burton (Baixo)

Músicas:

1."Hit the Lights" Hetfield, Ulrich4:17
2."The Four Horsemen" Hetfield, Ulrich, Mustaine7:13
3."Motorbreath" Hetfield3:08
4."Jump in the Fire" Hetfield, Ulrich, Mustaine4:42
5."(Anesthesia) Pulling Teeth (Instrumental)" Burton4:15
6."Whiplash" Hetfield, Ulrich4:10
7."Phantom Lord" Hetfield, Ulrich, Mustaine5:02
8."No Remorse" Hetfield, Ulrich6:26
9."Seek & Destroy" Hetfield, Ulrich6:55
10."Metal Militia" Hetfield, Ulrich, Mustaine5:10


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Do descaso agraciado às universidades


Muitos dos meus amigos sabem que odeio o Brasil. Não tenho a mínima vergonha disso e logo faço questão de explanar minha opinião - mais uma radical, para variar. Podem chamar de infantil ou precipitada, ou mesmo de tosca, mas é minha opinião. Por vários motivos eu não gosto deste país, além de nada me atrair nele. E não vejo a hora de fugir daqui e ir para um lugar beeeem longe. De preferência, para a Finlândia, Suécia, Noruega, o diabo a quatro!

Uma das razões mais fortes é o total, completo e irrestrito descaso com a educação, seja ela a básica, média, técnica ou superior. Seria redundância dizer que o que não faltam são escolas obsoletas, com professores mal pagos e sem as mínimas condições de trabalhar. Parece não haver verba para a educação; parece que ela é o último quesito quando a questão é verbas. É impressionante - talvez não seja mais, de tão acostumados estamos - como a educação é deixada ao esmo; vista como uma coisa - sim, como uma coisa! - que está se melhorando aos poucos. Melhora é a puta que os pariu!

Não vou nem falar das escolas públicas, pois levaria um ano inteiro falando aqui. Vou falar da manifestação na Uerj que aconteceu esses dias. O pessoal queria entrar no próprio Bandejão, que fora construído para eles, no dia da inauguração. Bandejão este que foi conquistado, a muito custo, graças à ocupação dos estudantes da Reitoria da Uerj, em 2008. Mas, e um grande MAS aí, os alunos não puderam entrar. Quem foi convidado? O senhor governador e mais alguns funcionários escolhidos. Uma graça, não? Os estudantes foram reclamar, além dessa proibição, o sucateamento das universidades públicas, o alto preço cobrado - 2 reais para cotista; 3 para não cotista, enquanto em outras é 1 real - , além do corte de verbas para a universidade. Era pra ser uma manifestação pacífica, e coro comeu. O fascista do governador não apareceu, ninguém pôde entrar, os ânimos se exaltaram e os estudantes acabaram saindo na porrada com os seguranças.

Eu não fui; não sabia da manifestação. Até porque estou afastado da faculdade e só soube por meio da internet. Se soubesse, teria ido e não sei se cairia na porrada, mas como ando meio estressado, acabaria entrando no tumulto.

O que se tira disso? O que se tira é o tamanho da falta de consideração que se tem, sempre se teve e sempre se terá com a educação nas terras brasileiras. Ninguém dá a bola pra ela. E pode ter certeza que continuará assim. Os professores continuarão a ganhar mal, as universidades continuarão sucateadas e os políticos continuarão a se gabarem de que a educação está evoluindo. E os bons cidadãos, obviamente, apoiarão e rechaçarão este pessimista aqui. E este pessimista aqui, que não está nem um pouco aí para este país, irá sair. Afinal, não estamos ainda no "Brasil: Ame-o ou Deixe-o"? Que deixe-mo-lo, pois!, que ele não tem jeito.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Recortes Filmográficos - La Dolce Vita (1960)


Filme que concedeu a excomunhão à Federico Fellini - penso que ele não estava pouco se fodendo para isso - , "A Doce Vida" marcou uma "cisão" na filmografia do cineasta: definitivamente, ele havia largado a estética neo-realista que vinha usando até então. "La Dolce Vita" é a prova de um Fellini mais maduro, disposto a usar mais da mente e menos do "social". Mudança esta que receberia um acabamento melhor em "Oito e Meio", seu melhor filme, na minha opinião. De "A Doce Vida" em diante, Fellini produziria o melhor de seu cinema, notavelmente a já citada obra de 63, "Amarcord", "Julieta dos Espíritos", "Satyricon" e "E La Nave Va". Não posso deixar de apontar, é claro, que filmes como "A Estrada da Vida" e "Noites de Cabíria" - ambos estrelados por sua esposa, Giulietta Massina - são clássicos comparáveis a suas melhores obras.


“Veja, estes padres não temem o demônio! Até permitem que eu toque o órgão!”


“No amor, é melhor ser escolhido”.


“No 22, vindo a Roma com meu séquito, passei a noite num castelo assim.

No da minha cunhada, vimos uma criança de vela na mão.

Conte direito, não era uma criança.

Como? Nem era vela”.


“Sua tia é médium?

Não sabe? O marido separou-se porque encontrava sempre fantasmas na cama”.