quarta-feira, 26 de agosto de 2009

"The Big Brother is Watching You! Be Careful!"



Olá! Depois de muito tempo, estou de volta!

Bem, indo direto ao assunto, acho que pela primeira vez falarei de algum livro por aqui. Isso prova o quanto eu gostei dele. Sem mais rodeios, vamos ao assunto.

Ha muito tempo que queria ler um livro chamado "1984", de um autor de nome George Orwell. Dele, já tinha lido "A Revolução dos Bichos" e tinha gostado muito. Falavam muito bem desse "1984", e como havia me afeiçoado muito pelo outro, este deveria ser muito bom também. Só não imaginava que iria gostar tanto e nem que me impressionaria de tamanha forma!

Ao começar a ler, fiquei um pouco entediado com o ritmo lento e até um pouco arrastado. Pessoalmente, não gosto de livros assim. Aprecio muito histórias com diálogos - não muitos - e que possuam uma
atmosferoa que envolva o leitor. Para mim, isso não aconteceu nas primeiras quarenta páginas. Depois disso, o livro começou a engrenar, de uma forma tão avassaladora, que não queria mais parar de ler. Sem exagerar, li praticamente 200 páginas em três dias, tamanho interesse que acabei tomando por ele.

Quando terminei de ler, tinha a certeza de que aquele era um dos meus livros favoritos. A
linguagem simples e fascinante me empolgaram de certa forma que me apeguei a narrativa de uma forma que não pude mais deixá-la. Se tivesse tempo, teria lido em apenas um dia.

A única coisa que pode ter tirado um pouco o brilho do livro foram as trinta páginas que falavam sobre a política vigente do partido. Apesar de ter gostado, penso que o Orwell poderia ter resumido um pouco, pois nem todo leitor é tão interessando em política. Este, vendo essa torrente de explicações que não lhe interessam muito, poderia desistir da leitura. Eu mesmo, que gosto muito do tema política, co
nfesso que fiquei um pouco entendiado nessa parte. Entrementes, muitas coisas interessantes apareceram aí, como a que falava sobre a divisão de classes e o interesse de cada uma.

Pode-se considerar Winston Smith como um herói. Numa sociedade completama
nte cega, em que a "prole" é ignorante, ele tentou se revoltar contra um governo fascista e tirano. Ao lado de sua amada, Júlia, eles quebraram certas barreiras pequenas que ninguém teria coragem de o fazer. Só que nosso herói não contava que O'Brien, um possível aliado, fosse na verdade um membro do Partido Interno. Este, impôs uma série de torturas aos dois, fazendo com que ambos perdessem seus ideais. Um romance que parecia promissor, acabou não prosseguindo graças ao governo fascista e suas práticas nada agradáveis.

Essa presente falta de esperança apresentada no livro, pode ter aborrecido muita gente. A mim não, pois como Orwell, não acredito num mundo melhor. Como ele retratou muito bem, penso ser muito possível que existam máquinas no futuro que "leiam" nosso pensamentos.

Aliás, o que ele relatou no livro retrata-se muito bem na sociedade atual. Somos vigiados em todos os lu
gares; a"prole" mostra-se apática; governos tirânicos continuam a governar- vê-se Cuba e Coreia do Norte - ; entre outras coisas.

Deve-se lembrar que o livro não é uma crítica ao socialismo em si, e sim a qualquer regime totalitário, seja ele nazista, fascista ou comunista. É triste dizer, mas hoje vê-se muitos tiranos - gosto dessa palavra, hein? - a governar por aí, segurando a banderia da democracia, e promovendo guerras a torto e a direito. Não é mesmo, Tio Sam?

Pra finalizar, deixo esta mensagem, que pode parecer boba, mas que gostei muito:

"A liberdade é a liberdade de dizer que dois e dois são quatro. Adimtindo-se isto, tudo o mais decorre".


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Os dois melhores filmes de dois ótimos diretores - Parte 2



Olá!


Como o título fala, são os dois melhores filmes de dois ótimos diretores. Um, do querido Woody Allen, que já comentei. O outro, do grande mestre Alfred Hicthcock. Vamos á ele então!

Dos filmes desse ilustre diretor, Sir Alfred Joseph Hicthcock, o que eu achava o melhor era o tão conhecido e adorado "Psicose", dito por todos o melhor filme de terror/suspense de todos os tempos. Penso que a maioria dos fãs também acha isso. Já a crítcia fica entre "Um Corpo que Cai" e "Intriga Internacional". Deste, eu não posso falar nada, pois não o vi ainda. Comentarei assim que puder assisti-lo!

Voltando ao que interessa, ao assistir "Um Corpo que Cai", já tinha uma ótima impressão dele. Todos falavam muito bem; ele era quase uma unanimidade. Eu pensava comigo: "Eh, esse filme deve ser bom mesmo". E como é!

A abertura do filme já chama a atencão, pois não era comum de Hitch fazer algo assim tão psicodélico e diferente. Ele logo aparece no início. Isso acabou se tornando uma tendência sua, para que os telespectadores não ficassem aguardando ansiosamente sua aparição e não prestassem atenção ao filme.

De um ponto de vista geral, só tenho a fazer elogios rasgados do filme. Não faço isso só porque todo mundo falou que é bom e eu estou seguindo a opinião desse "todo mundo". Não é isso! Como exemplo, posso citar Bergman, que todos falam ser um ótimo diretor e eu não consigo gostar dele. Talvez goste futuramente, mas isso já é outro assunto!


De volta ao filme, então.




Falar de "Um Corpo que Cai" em poucas linhas é muito complicado. Isso porque este não é apenas um filme, e sim uma aula de cinema . Todo bom apreciador deste arte tem o dever de um dia ver este filme. E por que esse "dever"? Pois o filme. além de ser uma aula de cinema, é uma amostra de como Hitchcock estava além de seu tempo, fazendo um cinema altamente técnico e magnífico. Talvez seja essa a razão dele nunca ter ganho um Oscar. Ninguém entendia sua forma de fazer cinema. O mesmo digo de Kubrick. Mas isso também é outro assunto muito interessante que abordarei aqui em breve.

Simplesmente não há palavras para descrevê-lo. Tudo se encaixa perfeitamente! Aquelas cenas onde há a simulação de vertigem são uma obra-prima! O enquadramento é perfeito! O jogo de cores que Hitch faz também é muito belo. Como para ele, "ator é como gado", pode-se esperar que prestará atenção em cada detalhe do filme; por isso, sempre as suas realizações são primorosas. O filme pode até não ser tão atraente, mesmo isso sendo raro, mas a marca de sua perfeição estará sempre presente.


Por falar em atores, não é preciso mais fazer elogios a James Stewart. Passei a ser fã dele a partir de "A Felicidade Não se Compra". A sua espontaneidade é o que mais me chama a atenção, pois ele consegue fazer papeis nos quais age "naturalmente", ou seja, como se ele estivesse vivendo aquilo de verdade. Stewart não precisa de toda aquela pomposidade da qual muitos atores usam. Ele prefere ser simples e ao mesmo tempo faz atuações perfeitas e impecáveis! "Janela Indiscreta", "Festim Diabólico" e o já citado "A Felicidade Não se Compra", fora o filme comentado aqui são as provas que tive do que falo sobre ele agora. É claro que existem mais, e os verei assim que puder!

Ainda sobre atuações, penso que os atores brasileiros bem que deveriam dar uma olhada em atuações como essas e aprenderem a como atuar naturalmente, sem parecer aquela coisa gravada, como faz a maioria dos atistas brazucas...

Sem mais palavras, só posso dizer que este filme é clássico, um dos melhores de todos. Qualquer um que deseje fazer filmes bons, deve ver este e aprender com Sir Alfred Hitchcock como se dirige filmes bons! Este não é só um filme bom, mas um filme maravilhoso. Deveria entrar para o panteão de filmes que devem ser assistidos por todos.
Este filme foi feito em 1958, num tempo em que o cinema não estava no mesmo patamar de hoje em termos de tecnologia. Assim mesmo, desafio a qualquer diretor, atualmente, fazer algum filme a altura deste.
Como já disse, os filmes de hoje não são como os de antigamente. São feitos com mais cabeça e menos coração. São feitos para arrecadar cada vez mais dinheiro! Não trazem a mesma emoção de antes! O que nos resta é continuar a ver filmes assim, que nos dão gosto, e esperar que alguma boa alma faça algo bom! Na verdade até temos, mas são muito poucas!
O que interessa é que ainda podemos, de vez em quando, videar um pouco de Hicth, Kubrick ou Copolla! Isso ninguém pode nos tirar!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Os dois melhores filmes de dois ótimos diretores - Parte 1



Ola!

Domingo, pude ver dois filmes que gostei muito! Um, do consagrado Alfred Hitchcock; outro, do hilário e ótimo Woody Allen. Um, mistura comédia e drama; outro, mistura suspense, drama e romance. Parece complicado? Nem um pouco! Parece bom??? Bom, que isso, ótimo!!!



Vou começar pelo filme do Woody Allen. Falar dele é fácil. Além de ser um ótimo diretor e um fantástico ator, seus filmes conseguem divertir e entristecer ao mesmo tempo! Mais o primeiro do que o segundo! E este não muda! Ah, desculpe-me, não disse o nome do filme ainda. Se chama "Hannah e suas irmãs". o melhor filme dele que eu vi até agora. É da fase que ele sempre coloca a Mia Farrow, tempo este que era casado com ela. Os dois têm uma ótima química quando estão em cena! Neste filme eles nem contracenaram muito, mas pelo pouco que eles se encontraram, já deu pra perceber.


O filme fala sobre a história de três irmãs e seus complicados relacionamentos. O marido de uma se apaixona por uma das irmãs da sua mulher. Esta é casada com um pintor rabugento. O cunhado se declara para ela e esta acaba aceitando. Só que ele não consegue se separar da mulher e a cunhada acaba não aguentando isso e se envolve com outro. Os dois vivem muito felizes separadamente e descobrem que cada um pode amar seus companheiros separadamente.

E onde entra Woody Allen nisso tudo? Ele faz o papel de um diretor de programas. Este era casado com a Hannah, a que estava sendo traída. Ele, solitário, descobre que tem algo em sua cabeça, que parece ser sério! Vai ao médico e descobre que não é nada! Daí vem uma das cenas mais hilárias do filme: o Woody Allen sai pulando, feliz da vida do hospital. Só que a partir daí, ele começa a pensar que a vida é curta e que um dia ou outro ele morrerá. Não morreu agora, mas pode morrer depois! Com isso, ele tenta se agarrar a alguma religião para que essa possa lhe dar alguma tranquilidade. Só que ele não consegue se agarrar a nenhuma e prefere ficar com o seu ateísmo de sempre, acreditando que só existe uma vida e que devemos aproveitá-la ao máximo possível! E, como previsível, ele fica com uma das irmãs, logo a que não tem nada a ver com ele. Os dois já tiveram um ingrato encontro antes, onde um não gostou nada do outro. Muito engraçada também a cara do Woody Allen ao ir a um concerto de rock! Dei muitas risadas ao perceber como ele estava gostando do show!

Esse filme mostra mais uma vez que não há um diretor em toda a história do cinema mais bem querido que ele. Sabe divertir de um jeito diferente, pois seus personangens sempre tem aquela coisa intelectual, isso é fato! Eu gosto porque eu adoro literatura. Tem gente que não consegue gostar muito dos seus filmes porque não gosta muito de ler. Mas isso não impede, a meu ver, de poder gostar de um filme dele.

Agora, colocar pessoas acostumadas a ver "American Pie" e ver um filme dele, bem, aí está-se pedindo demais! O humor dele não é um humor normal, é diferente! Ele sempre brinca com sua condição de judeu-ateu, o que me faz gostar ainda mais!
O fato é que o velho tem se mostrado cada dia mais disposto a fazer filmes. Já tem quase 40 na bagagem, e ao que tudo indica, passará disso facilmente! E que ele viva muitos anos, pois são diretores como ele que ainda faça com que saiamos de casa e andemos até o cinema para ver um filme novo!
To Be Continued.....











quarta-feira, 29 de julho de 2009

O novo "Halloween", por Robie Zombie. Será que é bom?


Olá!

Muito tempo se passou desde a última vez em que estive aqui! Posso dizer que não tenho feito muita coisa, mas essas pequenas coisas têm feito com que eu não dispusesse de muito tempo para estar aqui falando sobre muitas coisas. É, repeti a palavra de novo! rs

Bem, o assunto hoje é sobre "Halloween". Não falarei sobre o clássico de John Carpenter, pois esse não precisa mais de comentários elogiosos sobre o filme. Falarei a respeito do novo, que não vi ainda, mas já gerou muita conversa pela in
ternet.

O que acontece é que na versão brasileira do filme, foram cortados 26 minutos!!!! Sim, menos 26 minutos de terror. As pessoas que foram ver ficaram revoltadas com isso. Elas esperavam as cenas de assassinato do tão querido Mike Mayers! E o que eles disseram ter visto? Um filme sem terror, sem sangue, onde os cortes eram muito visíveis! As pessoas que viram o filme e são fãs do Halloween saíram revoltadas do cinema. Disseram que isso é uma pouca vergonha, que não se faz uma coisas dessas com eles. Que deveria-se pensar nas pessoas que gostam e assistem o filme querendo ver algo que as satisfaça, não um "resumo" de filme mal-feito!

Li que a Playarte fez isso para que a classificação caísse para 14 anos. O filme "inteiro", sem cortes, teria classificação etária de 18 anos, por conter cenas de "
suicídio, crueldade e assassinato". Isso foi feito para aumentar o capital ganho!! Bem, os filmes de terror contém muito dessas "artimanhas". É só
ver qualquer filme da série "Sexta Feira 13" que se verá isso. Só que o Halloween de John Carpenter não tem nada disso e se tornou um clássico do terror! Digo o mesmo de "O Iluminado" ou até de "O Exorcista", filme que soube mostrar terror e drama ao mesmo tempo, sem precisar usar dessas artimanhas!

Pelo que vi no trailler, o filme parece ser bem violento, coisa que não gosto muito nos filmes de terror. Assim, um filme de terror pode ter todos esses atributos, mas um que seja realmente bom, na minha opinião, é aquele que sabe meter medo sem precisar apelar para sangue ou assassinatos megalomaníacos, como em "Pânico" ou "Premonição". Filmes assim não metem medo e nem são bons, porque você vê que aquilo foi posto propositalmente para que se crie algo que dê medo, mas na verdade não dá! Senti muito mais medo vendo "O Exorcista" do que "Premonição", pois o primeiro soube otimamente mexer com a mente das pessoas, criando um cenário de terror, usando apenas uma forte apelação para a maquiagem e um ótimo roteiro!

Não estou querendo dizer que todo filme de terror que tenha sangue, violência seja ruim. "The Evil Dead" é um ótimo filme trash e contém isso tudo. O que quero afirmar é que "Halloween" de Robie Zombie pode ser bom ou não! Gostaria muito de poder gostar desse filme, pois atualmente está difícil ver-se um filme bom de terror. O que resta é ir aos cinemas e ver se o filme é bom mesmo ou não! Espero ansiosamente que sim!

terça-feira, 21 de julho de 2009

A UNE morreu! Há muito tempo!!!



Olá!!

Há algo que faz muitos anos eu venho percebendo no Brasil. Todos conhecem a União Dos Estudantes, a notória UNE. Foi ela a maior "inimiga
" da ditadura, permeada por vários estudantes, sejam eles socialistas ou não - a maioria era - que lutava contra os absurdos que aconteciam na época. Quem não está se lembrando muito bem, deve ter uma recordacão do movimento dos caras pintadas, que tinha por objetivo tirar o presidente Fernando Collor de Melo do poder. Eles conseguiram!

Aonde quero chegar com todo esse blá, blá, blá? Bem, essa notória e respeitável organização, que antes merecia todo o respeito por ser um órgão no qual os estudantes poderiam colocar toda sua confiança, pois se via que não era nada alienável;
foi durante muito tempo uma organização brilhante de resistência á ditadura! Mesmo sofrendo muitas baixas, continuou ativa e na luta! Pra quem não sabe, os senhores José Serra e José Dirceu já pertenceram a UNE e ambos foram exilados. É sim; esses famosos políticos já foram da UNE. O Serra era de esquerda sim; o próprio PSDB era, quando foi criado, mas isso já é outra história...

Bem, aonde quero chegar é a seguinte questão: o que é a UNE hoje? O que ela faz em prol dos alunos? Em quais movimentos, passeatas, lutas ela está envolvida? Alguém pode me dizer? Eu não tenho visto nenhum! A UNE não luta por mais nada! Ela se tornou uma cadáver, que vive de seu passado glorioso. A ditadura acabou; Collor já não é mais presidente; agora, o que ela fez depois disso? Nada, foi o que ela fez!

O que me motivo
u a escrever sobre ela foi a notícia que vi semana passada de que o congresso da UNE, prestem atenção, era patrocinado pela Petrobrás e contava com a presença do presidente Lula. Só quero perguntar uma coisa: que merda de congresso é esse??? Patrocinado pela Petrobrás??? O que ela tem a ver com os estudantes???? Por acaso ela melhorará as salas onde estudamos? Por acaso ela patrocinará cadeiras que faltam em certas salas? É ela que vai melhorar a comida das escolas? É ela que vai pagar professores bons e de qualidade? É ela que vai dar cadernos, canetas, mochilas e uniformes para os alunos? Penso que não, pois a mesma deve estar preocupada com outras coisas....

Há algo que eles têm de se orgulhar: a tão importante
meia entrada. Sim, isso foi uma grande conquista da UNE; ah se foi! Isso não é nada em comparação com o que realmente os estudantes querem que mudem. Agora, ela faz passeata pela defesa do noss petróleo! E eu pergunto novamente: que diabos o petróleo tem a ver com os estudantes? Eu simplesmente não entendo! Parece até uma brincadeira; melhor, um circo, pois foi isso o que a UNE se tornou!

O que devem estar pensando os pais de alunos, que há trinta anos atrás estavam lutando por um país melhor, vendo a alienação a que ela se transfor
mou. Eles devem estar pensando: "o que eles fizeram com a UNE??? Depois de tanta luta que nós tivemos, eles a deixam assim?"

Ah sim, a UNE não faz mais passeata porque a esquerda está no poder. Esquerda?? PT??? Acho que não estou vendo isso! E o que o senhor Lula fez pelos estudantes?

Só tenho algo a dizer: não podemos nunca depender da UNE para lutarmos por mudanças. E sabe por que? Pois a UNE se tornou isso:



quinta-feira, 16 de julho de 2009

A Nossa Exemplar Polícia Brasileira

Olá!

Ontem pode-se presenciar a derrota do Cruzeiro para o Estudiantes de La Plata, time argentino. Acabamos Tri-Vice campeões seguidamente e perdendo as três decisões em casa. Se ano que vem algum time brasileiro for pra final novamente, por favor, que coloquem a final até em Trinidad e Tobago, menos aqui. Pelo visto, dá muito azar!!! Mas vou deixar pra falar disso outra hora. O que vou dizer não diz respeito ao futebol, e sim a polícia.

Sim!!! Ontem só esperei o Jornal da Globo porque, nos comerciais, vi que essa notícia iria passar. E como eu fiquei puto ao ver o que tinha acontecido.

O que ocorreu foi mais ou menos assim: um deficiente mental - esquizofrênico - estava andando pela rua muito bem, com seu walkman na cintura, ouvindo sua musiquinha. Nisso, três policiais o avistaram e pensaram que, no lugar do walkman, havia uma arma!!! Sim, confundiram um walkman com uma arma! Segundo testemunhas, um deles já saiu com o revólver apontado na cabeça do cidadão. Com isso, ele levantou a camisa, num gesto que mostrava que ele só estava com um walkman. Não sei o que o policial pode ter entendido, mas ele simplesmente deu um tiro no peito do rapaz. Isso mesmo!!! Ele saiu correndo, com a blusa levantada, insistindo em mostrar que só estava com um walkman! Um outro policial, com isso, atirou com um fuzil no cara. O que aconteceu??? Quando os policiais foram vê-lo, viram que o que eles acharam ser uma arma era o walkman aqui comentado desde cedo. E mais; "videaram" que tinham matado o rapaz. Aí, o que os astutos senhores policiais fizeram? Trocaram o walkman pela arma! Isso mesmo!

Acontece que duas testemunhas disseram que o rapaz NÃO estava armado!!! Precisa-se mais do que isso para confirmar o tamanho absurdo que ocorreu? Há alguma defesa para os policiais? Por que as testemunhas mentiriam? Pra ganhar dinheir? De quem???

Isso mostra que nossa polícia, tanto a civil como militar, está DESPREPARADA! E por que digo isso? Se em ações simples como essas, eles erram dessa maneira, quanto mais em situações mais drásticas!

É inaceitável o que aconteceu! Matar um deficiente mental por confundir um walkman com uma arma???? Onde se viu isso? Espero avidamente que esses assassinos sejam expulsos o quanto antes. Não deveriam só ser expulsos; deveriam ser presos! Como ficam os pais desse rapaz ao saber que seu filho foi morto porque alguns policiais despreparados e incompetentes tiveram a proeza de confundir um walkman com uma arma?

Como um amigo meu me disse hoje, lembrem-se de Jean Charles! O policial inglês também se equivocou, pensando que o brasileiro fosse um ladrão. Acabou matando-o da mesma forma. Só que na Inglaterra os policiais tem licença para chegar atirando; enquanto no Brasil, NÃO!

Aguardo ansiosamente que ações sejam feitas para que esses assassinos sejam punidos!


Enquando isso, sou obrigado a tirar do fundo do baú uma ótima música dos Titãs:


Polícia


Dizem que ela existe pra ajudar
Dizem que ela existe pra proteger
Eu sei que ela pode te parar
Eu sei que ela pode te prender

Polícia para quem precisa
Polícia para quem precisa de polícia
Polícia para quem precisa
Polícia para quem precisa de polícia

Dizem pra você obedecer
Dizem pra você responder
Dizem pra você cooperar
Dizem pra você respeitar

Polícia para quem precisa
Polícia para quem precisa de polícia
Polícia para quem precisa
Polícia para quem precisa de polícia

Polícia para quem precisa
Polícia para quem precisa de polícia
Polícia para quem precisa
Polícia para quem precisa de polícia

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Os filmes que assisti ultimamente




"ET, minha casa".

Os filmes de hoje em dia não estão mais preocupados em passar algo de interessante para os espectadores. O que se vê são explosões, carros, tiros, socos, entre outras artimanhas para deixar o público ligado. Na minha opinião, isso não acrescenta nada ao cinema. Nem se pode chamar isso de cinema. Ou, se preferem chamar filmes como "Velozes e Furiosos" de cinema, cada um com seu gosto, mas eu não considero como tal.

Indo ao que interessa - filmes bons - vamos falar sobre eles.

O primeiro que vi foi "E.T. - O Extra Terrestre". Sim, eu só fui ver esse filme depois de velho. Todo mundo falava bem dele e eu queria ter certeza de que era bom mesmo. E com certeza é!

Steven Spielberg costuma me decepcionar ao ver seus filmes. Também, só vejo os novos. Dos antigos, só vi "A Lista de Schindler" e achei fantástico. Ao ver "E.T." sabia que iria encontrar o Spielberg verdadeiro, não o de hoje, preocupado em fazer "filmes-famílias" que vendam á vontade.

"E.T." é diferente. O tema parece bobo, mas acaba se tornando uma história muito boa, atrativa e que prende você ao filme. Foi muito legal também ter visto a Drew Barrimore criança.

Para quem pensa que esse é um filme de criança, engana-se. Qualquer amante de cinema deve vê-lo sem ideias pré-concebidas. Aliás, com uma: que você irá gostar muito!


Outro filme que vi e gostei muito foi "O Pecado Mora Ao Lado", com a fantástica Marilyn Monroe. Só foi preciso um filme para que eu me apaixonasse por ela. É impossível, sinceramente, que alguém não goste de uma atriz como ela, seja por sua magnífica beleza, por seu carisma e simpatia ou por suas ótimas atuações. Lembro que toda hora que ela entrava em cena, tinha que ficar de boca aberta. Isso porque eu não consigo compreender como cabe tanta beleza em uma só pessoa. Beleza e talento, não se pode esquecer!
Falando agora do filme, ele é um obra prima do Billy Wilder, outro diretor o qual eu me tornei fã. Não é só mais uma de suas comédias; na minha opinião, é melhor do que "Quanto Mais Quente Melhor", sendo que gostei mais dessa.

O "Pecado..." é encenado na maior parte do tempo por dois atores, a Marilyn e o Tom Ewell. Deve-se falar que ele também fez uma ótima atuação.

É incrível como o Billy Wilder transforma tão pouco material e recursos em um ótimo filme. Pode-se ver isso também em "Farrapo Humano", outra obra prima sua.

Esse filme é obrigação para qualquer um que quer ver um clássico feito de uma forma tão simples e cativante.

O próximo foi um dos filmes mais agradáveis que já assisti. O nome dele é "Arizona Nunca Mais". Só fui ouvi falar dele há uns tempos atrás quando fui procurar os filmes feitos pelos Irmãos Coen. Por falar neles, são estes uns dos poucos que ainda são comprometidos em fazer cinema de verdade! Parece que eles fazem filmes não para agradar crítica ou algo assim; fazem somente por gostar, por ser um prazer. E são muito talentosos nisso! Foi assim com "Onde Os Fracos Não Têm Vez", em "Fargo", sublime também e não foi diferente em "Arizona..".

Nesse filme vemos Nicolas Cage, alguém que está devendo um bom papel faz algum tempo. Mesmo que eu não tenha visto muitos filmes dele, acho-o um ator talentoso. Junto com ele está Holly Hunter, aquela de "O Piano", filme que ainda não vi. Os dois formam um par muito bem entrosado e divertido. Ainda tem a Frances McDormand, que fui conhecer em "Fargo".

O filme já começa "com tudo". Se você não prestar atenção, acaba se perdendo. Não sabia que iria começar assim.

A história fala de um casal que não pode ter filhos, pois a mulher é estéril. Com isso, eles tentam adotar um, mas o passado do maridão é recheado de prisões por furto. Tudo parece perdido até que eles veem no jornal uma notícia que mostra o nascimento de cinco filhos de um magnata da cidade. Aí vem a ideia: "Por que eles podem ter muito e a gente nada?" Eles simplesmente vão e roubam o bebê. É aí que tudo começa...

Esse é um dos filmes que indicarei a qualquer um que me perguntar sobre um filme de comédia bom!

Depois de Kubrick, Alfred Hitchcock é meu cineasta preferido. Espero um dia poder ver todos os seus filmes, o que não é das mais fáceis tarefas, pois o cara fez muito filme. Há tempos que não via um de seus filmes e já estava com saudades. "A Sombra de Uma Dúvida" apareceu por acaso, porque estava programado ver "Um Corpo Que Cai", filme que todos dizem ser o seu melhor.

Ao começar a ver o filme, achei-o meio chato. Nem tinha reconhecido o Hitch que eu conhecia e gostava tanto. Esse "estranhamento" não durou quinze minutos, pois a "ação" logo começou. Não consegui tirar os olhos desse filme para que eu pudesse entender a história.

Como em todo filme dele, sempre deve se desconfiar do óbvio! Quem viu "Psicose" pode entender o que estou falando. Mas ás vezes o óbvio é aquilo que se pensa mesmo. Tá complicado, né? Calma que eu vou explicar! Em "Psicose", todo mundo pensa que a mãe dele é a assassina, mas não é bem assim. Já em "Janela Indiscreta", todo mundo logo vê que o marido daquela mulher foi o assassino. Já eu pensava que não, pois isso era muito óbvio! Essas sensações só Hitch sabe passar.

E o que há de óbvio nesse filme? Que o personagem tem o rabo preso em algum lugar! Muito tempo depois, descobre-se que ele pode ser um assassino. Pelas características apresentadas, fica óbvio ser ele o assassino. Não pra mim! Só fui saber mesmo a verdade no fim do filme, que, aliás, nunca imaginaria ser assim!

E chegando ao último filme que vi na semana passada, falarei de "O Principe das Sombras", mais um filme do ótimo John Carpenter. Desde o primeiro filme, o famoso "Halloween", pensava que ele era um ótimo diretor. Após ver mais alguns filmes dele, tive a certeza disso. O que mais me chama atenção é o fato dele fazer filmes tão bons com tão pouco dinheiro. Depois de assistir "Fuga de Nova York", perguntei a um amigo meu se nesse ele havia tido um orçamento maior. Sua resposta foi :"Apenas 1 milhão!" Mas não parece! Sinceramente!



Gostei sim desse filme, só que não tanto como os outros a que vi. Ele é trash sim, mas não é aquela coisa toda de sangue pra tudo que é lado. Tem um suspense aterrador, que te deixa ligado ao filme. Achei um pouco monótono, mas mesmo assim não menos melhor por isso. A mistura de religião e ciência foi muito bem usada pelo Carpenter.

Não deu pra tomar susto, mas pode-se dizer que é um bom divertimento para alguém que não esteja acostumado a filmes trash como esses.

Ok, acho que já falei demais! Por enquando vou ficando por aqui, sem lembrar que Romário, o lendário Baixinho, foi preso mais uma vez por não pagar a pensão á sua mulher. Será que ele não pagou mesmo ou a mulher quer sugar mais ainda dele?


Se bem que ele não foi bem preso; foi colcoado numa sala especial. Se fosse um pobre que não tivesse onde cair morto, a história, penso eu, teria sido diferente, não é????

Here I go...