terça-feira, 19 de julho de 2011

Recortes Filmográficos


Obra: A Terra Treme

Autor: Luchino Visconti



"Tudo dá medoquando se vive na miséria. Nãose pensa que as coisas possam mudar, e o pior está por vir".

"O amor é uma escada. Uns sobem, outros descem".

"Com o tempo, faço um buraco em você, disse o verme à pedra".

"Para os azarados, quando os problemas começam, não param mais".

"Um a um, os galhos das árvores secam e caem".

"Temos que aprender a cuidar uns dos outros e a nos unir pelo bem comum. Só assim se vai em frente".

"Porque o mar é amargo, e é no mar que morre o pescador".

"Porque os homens nasceram para serem fisgados assim como o peixe nasceu para quem o come".

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Os 20 Melhores Filmes de Alfred Hitchcock



Um dos grandes cineastas de todos os tempos, tido por muitos como o maior de todos, Alfred Hitchcock me fascinou desde o primeiro filme que assisti dele - que não foi "Psicose", mas sim, "Janela Indiscreta". Considerado o "Mestre do Suspense", o mestre Hitch não é um mestre dos filmes de suspense, mas um mestre da sétima arte em geral.

Como sou seu fã incorrigível, assisti a vários filmes da Mostra Hitchcock que aconteceu no CCBB Rio. Com isso, pude avaliar vários de seus filmes que não havia assistido. Como ele possuía quase sessenta filmes dirigidos, fica difícil fazer uma lista com seus dez melhores. Por isso, estendi sua para os 20 Melhores Filmes feitos pelo simpático gorducho. Eis a l
ista:


2)Psicose (1960)
4)Janela Indiscreta (1954)
5)Interlúdio (1946)
6)Rebecca (1940)
7)Pacto Sinistro (1951)
8)Disque M Para Matar (1954)
9)Festim Diabólico (1948)
10)A Dama Oculta (1938
11)Os Pássaros (1963)
12)O Homem Errado (1956)
13)A Sombra de Uma Dúvida (1943)
14)Um Barco e Nove Destinos (1945)
15)Os 39 Degraus (1935)
16)A Tortura do Silêncio (1953)
17)Marnie, Confissões de Uma Ladra (1964)
18)O Homem Que Sabia Demais (1956)
19)Quando fala o coração (1945)
20)Frenesi (1972)


quarta-feira, 13 de julho de 2011

As 50 Melhores Bandas de Rock


13 de Julho, dia do bom e velho rock'n roll. Tá meio cabisbaixo, coitado, depois dessa onda de new metal e emocore. Mas ainda existem bandas que fazem jus ao nome.

E em homenagem à esse dia festivo, começarei a fazer listas - lá vêm elas de novo - com bandas e seus respectivos artistas.

Para começar, farei uma lista com as 50 melhores/mais importantes bandas de rock de todos os tempos. É muito complicado esse negócio de melhores bandas, eu sei, mas, como eu adoro fazer listas, mais uma ou menos uma não faz diferença, rs.

Eis a lista:

1)Led Zeppelin
2)Pink Floyd
3)The Beatles
4)Black Sabbath
5)The Who
6)Rolling Stones
7)Jimmi Hendrix Experience
8)Ac/Dc
9)Deep Purple
10)The Doors
11)Queen
12)Van Halen
13)Nirvana
14)Metallica
15)Cream
16)Judas Priest
17)Guns'n Roses
18)Scorpions
19)Rush
20)The Clash
21)Lynyrd Skynyrd
22)Neil Young
23)Iron Maiden
24)Frank Zappa
25)Sex Pistols
26)Kiss
27)Ramones
28)Janis Joplin
29)Megadeth
30)Ozzy Osbourne
31)Pantera
32)Motorhead
33)Dream Theater
34)Slayer
35)Anthrax
36)Alice in Chains
37)Pearl Jam
38)Faith no More
39)Aerosmith
40)The Stooges
41)Jethro Tull
42)Whithesnake
43)Smashing Pumpikins
44)Motley Crue
45)Rage Against the Machine
46)Sonic Youth
47)Def Leppard
48)Alice Cooper
49)The Beach Boys
50)U2

terça-feira, 12 de julho de 2011

Recortes filmográficos



Obra: Manhattan

Autor: Woody Allen


"Não vale a pena saber nada com a mente. Tudo o que tem valor deve entrar em você através de um lugar diferente... se me perdoa a comparação".

"... e eu estava num impulso louco de jogá-la na superfície lunar e cometer uma perversão interestelar".

"O que você faz, Tracy?
Eu curso o segundo grau.
Verdade? Em algum lugar Nabokov está sorrindo, não é?"

"Se ela fizesse mais um comentário sobre Bergman, eu teria arrancado suas lentes de contato".

"Alguém ouviu dizer que os nazistas farão um protesto em Nova York? Eu li isso em um jornal. Deveríamos ir lá, reunir uns caras, pegar tijolos e tacos de beisebol e explicar como as coisas funcionam.
Houve um artigo satírico arrasador no Times.
Um artigo satírico é uma coisa, mas tijolos e tacos de beisebol realmente dão conta do recado".

"Por que eu me divorciei? Eu me divorciei porque minha mulher me trocou por outra mulher. Mas eu acho que lidei bem com a situação. Eu tentei atropelar as duas".

Recortes literários


Obra: Fique quieta, por favor

Autor: Raymond Carver

"... não se pode jogar tudo pela janela durante uma tempestade".

"Como se não bastasse tudo isto, Sandy, a irmã caçula de sua mulher, dera para seus filhos, Alex e Mary, aquela cadela vira-lata há uns quatro meses. Ele desejava jamais ter visto a cadela. E Sandy também. Aquela filha da puta. Estava sempre aparecendo com uma merda que, invariavelmente, lhe custava dinheiro; alguma besteira que quebrava em um ou dois dias e tinha que ser consertada, qualquer coisa com a qual os meninos podiam fazer barulho, lutar entre eles, bater um no outro".

"(.....) É o primeiro cachorro que eles têm. Não lembra o quanto você adorava o seu primeiro cachorro?
Meu cachorro era inteligente! - ele dizia. - Era um setter-irlandês". (Retirado do conto "Jerry e Molly e Sam").

"Não sou leviano nem tampouco muito sério, pelo menos na minha opinião. Acho que um homem, atualmente, deve ter um pouco destas duas coisas. Acredito no valor do trabalho - quanto mais duro, melhor. Um homem que sem trabalho fica com muito tempo sobrando, muito tempo para se ocupar de si mesmo e de seus problemas". (Retirado do conto "O que você faz em São Francisco"?)

"Mais ou menos um mês atrás, num sábado em que todos tinham saído, eu pegara a Bíblia, logo depois de ter me masturbado, e jurei que nunca mais faria aquilo. Mas acabei gozando sobre a Bíblia e as promessas e juramentos não duraram mais do que um dia ou dois, até ficar sozinho novamente". (Retirado do conto "Ninguém disse nada")

quinta-feira, 7 de julho de 2011

The Real Thing, Faith No More



A década de 90 foi marcada pela explosão de bandas grunge, "chefiadas" pelo Nirvana. No meio desse grunge todo, eis que surge o Faith No More. Numa improvável e excelente mistura de funk/heavy metal/hip-hop, o grupo calcou o seu som. Pelo menos o som de "The Real Thing", o terceiro e mais popular álbum da banda.

Primeiro álbum com o vocalista Mike Patton, "The Real Thing é um verdadeiro divisor de águas na carreira do grupo, com canções mais bem resolvidas e com o carisma de Mike Patton contribuindo para transformar o Faith No More num grande sucesso comercial" Fonte (Wikipédia). Com a junção da magnética voz de Patton, a guitarra pesada de Jim Martin, o baixo e bateria virtuosos de Billy Gould e Mike Bordin, respectivamente, e o teclado muito bem levado de Roddy Bottum, o "Faith" se revelou uma das bandas mais interessantes na década dos "grunges".
E "The Real Thing" é, se dúvidas, um dos melhores álbuns dos Anos 90. Não só pelo grande sucesso "Epic", música conhecida até pelo público não-roqueiro, mas pelo conjunto da obra. "The Real Thing" possui músicas bem mais trabalhadas
do que "Epic", tais como "Zombie Eaters", "Woodpecker From Mars" - essa, toda instrumenral - , "Edge Of The World", além dos também sucessos "From Out Nowhere", mais pesada e simples, e "Failling To Pieces", uma das melhores músicas da banda.

A década de 90 foi marcad a pela ascensão de várias bandas ótimas que, infelizmente, acabaram. O "Faith" é um desses tristes exemplos. Bandas como estas não deviam acabar nunca. Os Anos 90 não foram de todo ruim, e tal álbum prova isso. Surgiram grupos talentosíssimos, de excelente qualidade, mas terminaram, não conseguindo resistir ao turbilhão que foi tal década.

Já em 1995, mais ou menos, pouquíssimas das bandas boas tinham sobrado, dando espaço para as várias bandinhas mixuricas que se veem hoje. Daí em diante, a coisa só piorou. O que se tem a fazer? Nada. É deixar a nostalgia passar escutando "The Real Thing" com o pensamento de que, um dia, a cena musical já foi boa.

Baixe o álbum aqui: http://www.4shared.com/file/Stm3T0pj/Faith_No_More_-_1989_-_The_Rea.htm



Álbum: "The Real Thing"


Ano: 1989

Músicas:

  1. "From out of Nowhere" (Patton) – 3:21
  2. "Epic" (Patton) – 4:51
  3. "Falling to Pieces" (Patton) – 5:17
  4. "Surprise! You're Dead!" (Patton) – 2:25
  5. "Zombie Eaters" (Patton) – 6:00
  6. "The Real Thing" (Patton/Gould) – 8:12
  7. "Underwater Love" (Patton) – 3:36
  8. "The Morning After" (Patton) – 3:40
  9. "Woodpecker from Mars" – 5:41
  10. "War Pigs" (Butler/Iommi/Osbourne/Ward) – 7:42
  11. "Edge of the World" (Patton) – 4:10

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Um livro para loucos; um livro para poucos.

"Sou, na verdade, o Lobo da Estepe, como me digo tantas vezes - aquele animal extraviado, que não encontra abrigo nem alegria nem alimento num mundo que lhe é estranho e incompreenspivel". É assim que Harry Haller, o personagem principal de "O Lobo da Estepe" se define. Alguém que não encontra sentido em nada, um niilista; um indivíduo que perambula pelos restaurantes mais caros ou pelos bares mais porcos, tentando encontrar um sentido para sua vida. Mas não o encontra.

"O Lobo da Estepe" fala de Harry Haller, um intelectual que se hospeda em vários hoteis que tenham o "cheiro da burgesia", que ele tanto odeia, mas do qual não pode se desprender. Vive só, inteiramente só. Anda por vários lugares, lê vários livros, escuta Mozart, Bach, Handel, e mesmo assim não encontra satisfação em nada que faz. A vontade de pegar na navalha, cortar seu pescoço e tirar sua vida aumenta a cada dia, mas lhe falta a coragem. Enquanto não corta sua existência maldita e vazia, ele continua a viver sua vida ingrata.

Esse sofrimento perdura até o momento em que vê um anúncio que o leva ao encontro de uma pessoa. A partir daí, sua vida toma um rumo totalmente inesperado. Parece que daí em diante Harry Haller começa a viver realmente. Começa a achar um sentido em sua vida, e esconde cada vez mais o lobo que diz ter em seu interior.

"O Lobo da Estepe" é um livro profundo. Profundo e denso. É preciso muita atenção e força de vontade para se acompanhar o relato de Haller. Alguém que fala tão mal de si, e vive tão só, demonstra gostar tanto da sua solidão; isso chega a irritar qualquer um. Mas em suas palavras, nas descrições que faz de si mesmo, acabamos encontrando uma parte de cada um de nós. Eu pelo menos me reconheci um pouco na figura de Haller.

A falta de diálogos no começo do livro me deixou um pouco precoupado, mas me surpreendeu o fato de que a falta dos mesmos não prejudicou em nada o andamento do livro. Desde o começo foi se mostrando um ótimo livro, e com o advento dos diálogos, ficou magnífico! Todos bem elaborados, eles só deixaram o livro mais interessante ainda!

Definitivamente, "O Lobo da Estepe" é um livro mágico, encantador. Para aqueles que gostam de música clássica, vão adorar pelo fato das muitas citações feitas à artistas ligados ao ramo. Entretanto, gostando-se ou não de música clássica, quem o lê deve reconhecer o potencial que tal livro possui.

Mesmo que esse tal "lobo da estepe" tenha sido uma invenção de um depressivo e hipocondríaco em busca de autocomiseração, a revolta que tem de si e do mundo faz com que a narrativa seja brilhante e atrativa, tornando-o, na minha opinião, um dos livros mais interessantes e mais surreias que já li. É complicado de se lê-lo, mas causa um prazer imensurável.