terça-feira, 22 de setembro de 2009

Metallica, Megadeth e Slayer; três bandas que não se entendem!

Olá

Finalmente estou falando de algo que não seja cinema. Não sei, acho que falar de cinema é mais prazeroso. Não que falar de literatura, música e esportes também não seja; mas me sinto mais á vontade ao falar de cinema. Acho que as outras três são coisas muito pessoais - cinema também é, mas nem tanto - e a gente fala mais com o coração do que a cabeça. Por exemplo, se eu for falar de futebol, vou falar muito mal do Flamengo e de times paulistas e falar sempre bem do meu time. No caso da música, vou falar sempre bem das bandas que mais gosto e nunca falar mal. No campo da literatura, seria quase impossível eu falar algo de ruim sobre Shakespeare ou Dostoiévski - talvez porque eles não tenham nada de ruim. Já em cinema, mesmo que a gente goste muito de certo filme, ator ou diretor, este é um campo mais aberto a crítcas e elogios. Por exemplo, Jack Nicholson é o ator que mais gosto. Fez filmes magníficos, mas um que infelizmente ele fez e poderia não ter feito foi "Tratamento de Choque". Um filme fraco e sem graça com aquele também sem graça do Adam Sandler. Foi uma grande pena ele ter feito esse filme. Como disse, em cinema, penso que pode-se falar menos passionalmente.

Voltando ao assunto principal - como eu gosto de desconversar!!! - vou falar sobre música, e quando eu falo em música, é de rock que tratarei. Talvez posso até falar de outros ritmos, mas certamente falarei mal - tirando música clássica, jazz e blues.

O assunto em voga no mundo do rock atualmente é se haverá ou não uma turnê com os "Big Four" do trash metal. Mas o que é isso? Seria fazer uma turnê com as quatro melhores bandas de trash metal da história - Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax. Acontece que trê
s das quatro bandas não se entendem nunca, jamais!

Entre Metallica e Megadeth há uma briguinha por causa da expulsão do Dave Mustaine - guitarrista e vocalista do Megadeth - do Metallica. Isso foi mais ou menos em 83 e até hoje ele não perdoa o Metallica por isso. Essa era a banda que ele gostava de tocar e ele acabou expulso dela. Eh, ele não gostou muito disso e resolveu montar uma banda que fosse melhor ainda que o Metallica. Daí surgiu o Megadeth, banda da qual ele é o "dono". Melhor, na minha opinião, não é; mas que é uma ótima banda, isso ninguém pode negar.

Não sei quem tem razão nessa história, mas há de se convir que o Mustaine fazia muita merda quando estava no Metallica, ou seja, pediu para ser demitido! Só não precisava deixá-lo no meio do nada! Até hoje Mustaine não fala com o Hattefield e nem com o Lars. Este, segundo Mustaine, faz tudo que o primeiro manda. É uma confusão dos infernos!

Entre Slayer e Metallica há meio que uma briga para ver quem soa mais alto! O Slayer não aceita o modo como o Metallica se vendeu - isso é verdade. Porém, o prórprio Slayer se vendeu, sendo que não cheg
a nem aos pés do que aconteceu com o Metallica. Este, fala que ninguém consegue compreender o seu som superior. Por isso que disse que é uma briga para ver quem soa mais alto.

Já no caso entre Slayer e Megadeth, acontece que Kerry King, guitarrista do Slayer, era muito amigo do Mustaine. Este, resolve se tornar evangélico. Daí, danou-se tudo. King não quer mais ver a cara do Mustaine. Para os que não sabem, Kerry King é ateu assumido. De um dia para o outro, o King não quis mais ver a cara do Mustaine.

Bem, sobre o
Anthrax, eu não sei de nenhuma confusão entre essa e as outras.

Seria algo maravilhoso se os quatro se unissem e saíssem em turnê. Ver as quatro grandes bandas da histór
ia do trash metal iria ser uma prazer indiscutível. Ambas têm guitarristas primorosos, bateiristas violentos, baixistas muito bons e vocalistas que cantam em alto e bom som. Eu, pessoalmente, gosto mais do Metallica do que as outras e a acho mesmo superior. É óbvio que se vendeu, mas mesmo assim, o que ela fez antes não deve ser esquecido. É dela o melhor disco da história do trash metal, "Master os Puppets". "Black Album", mesmo com o Metallica tachado de "vendido" é pra mim um dos melhores álbuns de todos os tempos.

As outras bandas também fizeram trabalhos memoráveis, mas nenhuma se compara a um "Black Album" ou "Puppets". Como disse, é pessoal.

Voltando ao ponto principal, seria muito bom se as quatro se juntassem. Só acho meio impossível, por todas as razões que disse. Como fã, é óbvio que quero muito que isso aconteça. Mas penso, como já disse, que isso será um pouco improvável que aconteça. Bem, torcer não custa nada!

Até

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Megaturnê: Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax juntos?

Kerry King, guitarrista do SLAYER, em conversa com a revista inglesa Metal Hammer contou que ouviu que Lars Ulrich (METALLICA), está planejando uma turnê que incluiria Metallica, MEGADETH, SLAYER e ANTHRAX.

Se esta turnê se concretizar será a primeira vez que os chamados "Quatro Grandes" do thrash metal fariam uma turnê juntos como parte do mesmo cast. Megadeth, Slayer e Anthrax tiveram o Alice In Chains como banda de abertura na turnê Clash Of The Titans nos EUA em 1991, enquanto Metallica e Megadeth compartilharam palco no Reino Unido em 1993.

Em uma entrevista realizada ontem (quarta-feira, 2 de Setembro) em Londres, a Metal Hammer questionou Kerry sobre levar a turnê que o Slayer está prestes a embarcar com o Megadeth na Austrália e Canadá para o solo inglês.

"Eu acho que seria legal mas eu sabia que tínhamos isso planejado com o Megadeth antes das coisas acontecerem," disse King. "Eles vão para Austrália conosco, eles vão novamente para o Canadá conosco. Eu acho que seria legal para os fãs europeus trazer isso pra cá porque, caramba, nós nem considerávamos tocar com esses caras desde 1990."

Então seria possível que tivéssemos uma turnê que incluisse os "Quatro Grandes"?

"Eu ouvi pessoas falando do Lars," disse King. "Eu não conheço Lars tão bem assim e não ouví nada dele, mas aparentemente ele está falando com alguém a respeito. Talvez nós, Metallica, Megadeth (e), acho que ele falou do Anthrax e disse nessa época, eu sei que tivemos bons tempos juntos, mas como você deixa de fora o Machine Head? Há melhores opções que o Anthrax e isso não é nada contra o Anthrax, mas eles estiveram aos pedaços por algum tempo e isso não faz muito sentido pra mim."

Fonte: Whiplash.net

Tá bom, vai ter sim! Seria um sonho; impossível de se realizar! Depois eu falo melhor sobre isso!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Um álbum de METAL!!!



Este é um álbum de respeito. Sim, é um álbum de ROCK, mais especificamente, de Heavy Metal! Sim, eu gosto de rock. Pronto, agora estão sabendo!

Quando o baixei, vi que não havia música alguma que conhecia antes. Fiquei meio preocupado com isso. Acontece que a preocupação foi embora na primeira vez que escutei. Músicas poderosas, riffs pesados, vocais ótimos, bateria e baixo muito bons. Não me canso de escutar até hoje!

Estas são as músicas desse grande petardo metálico:

  1. "Mouth for War"
  2. "A New Level"
  3. "Walk"
  4. "Fucking Hostile"
  5. "This Love"
  6. "Rise"
  7. "No Good (Attack the Radical)"
  8. "Live in a Hole"
  9. "Regular People (Conceit)"
  10. "By Demons Be Driven"
  11. "Hollow"

Fica aí a sugestão para quem gosta - ou quer conhecer um som diferente - de um Heavy Metal pesado, cheio de raiva e gás!

Até

terça-feira, 8 de setembro de 2009

E mais um clássico de Hictchcock







Γειά ***


Depois de mais de um mês sem estar presente aqui, finalmente voltei! E por que essa ausência tão longa? Ah, estive resolvendo uns problemas por aqui. Coisa que só interessa a mim! Eh, soou tão brusco. Mas não era pra ser.

Bem, o que eu vou escrever aqui já estava pronto desde muito tempo atrás. Como não estou dispondo dele - do tempo - , acabei enrolando, enrolando, e não escrevendo nada! Mas o que interessa é que estou aqui e vou falar sobre esse filme fantástico. É, mais um
filme! Po, eu só escrevo sobre filmes. Sobre o que mais vou escrever? Política? Não, isso cansa, pois é só crítica! Livros? Já existe o Skoob pra isso! Esportes? Não preciso dizer que o Brasil meteu uma bela vitória na Argentina! Música? Ah, já to enjoado de falar de música. Por falar nisso, futuramente farei aqui uma lista com os melhores discos - ou Cds? Acho meio velho falar "discos", mas eu gosto - que já escutei na vida! Mas deixa isso pra depois, porque tem prova da Uerj semana que vem e eu tenho que estudar!

Bem, indo direto ao assunto. Vi mais um filme do Hitchcock, mas faz tanto tempo, que já até esqueci qual o nome dele. Qual é mesmo??? Ah, é aquele que tem uma perseguição de avião, não é? Que o personagem principal é confundido, não é isso? Ah, o nome dele eu acho que é "North By Northwest" - não do personagem, mas do filme. Em português, por favor! Tá bom, "Intriga Internacional". E este não é só mais um filme do Hitch, e sim mais um clássico desse magnífico diretor. Acho que já falei isso, não? Bom, se falei não interessa, porque ele é magnífico mesmo e pronto! E digo quantas vezes quiser!

Quando disse que este filme é mais um clássico, não falei apenas entre os filmes do Hitch, mas do cinema todo. Se fizesse uma lista, ele poderia ser incluído facilmente entre os vinte melhores de todos os tempos.

Listas á parte, vamos falar do filme. Até porq
ue é muito chato fazer listas. Você tem que considerar um monte de coisa e existem filmes que têm certas coisas que outros não têm. Daí vira um trabalho muito difícil. Mesmo assim, eu tenho minha lista, depois eu coloco aqui!

Voltando ao filme, ele conta com o super astro Cary Grant - será que estou exagerando? - e a marav
ilhosa Eva Marie Saint - ô mulher bonita. Algo que se percebe em Hitch é o fato Dele trabalhar apenas com atrizes loiras. Não vi todos os seus filmes, mas dos que vi até agora, em todos havia atrizes loiras. E lindas, é claro! Hitch sabia escolher muito bem. Só faltou mesmo trabalhar com a Marilyn!!!

Voltando de novo ao filme - eu dou muitos rodeios! - , só tenho elogios a fazer. Como em "Um Corpo Que Cai", vê-se u
m diretor em sua perfeição, explorando montagens cada vez melhores. Em questão de andamento, este é o filme mais "rápido" que já vi Dele. Vê-se uma sequência de cenas e fatos que prendem a pessoa á tela e não se consegue desligar da história nem por um minuto! Em outras palavras, em questão de tensão, este é o filme mais primoroso que Hitch já fez. Ele conseguiu apresentar um thriller emocionante, cheio de ação, suspense e até um toque de comédia.

O que dizer daquela implacável perseguição feita pelo avião e seu final
impressionante - da cena! E do avião também - ? E as cenas finais, quando todos esperavam um final ruim, acontece o que acontece? Pelo menos EU esperava um final ruim! É simplesmente um exagero de tensão e emoção que Hitch imprimiu neste filme.

Agora vem a dúvida: qual o melhor filme de Alfred Hicthcock? "Um Corpo Que Cai", "Intriga Internacional" ou
"Psicose"? É engraçado que estes filmes foram feitos em sequência - , 58, 59 e 60; respectivamente - mostrando assim que Hitchcock estava mesmo no seu auge.

Voltando a questão, não há dúvidas de que "Um Corpo Que Cai" continua sendo seu mais primoroso clássico. Nele, encontra-se toda uma gama de qualidades que o torna superior aos outros dois. Minha dúvida agora cai sobre os que sobraram. Ambos são filmes fantásticos, que merecem ser lembrados continuamente por qualquer um! "Psicose" é um dos meus filmes favoritos! Sua trilha
sonora é algo inexplicável!!! "Intriga Internacional" também não fica para trás, sendo um filme altamente técnico, á altura de "Um Corpo Que Cai". Hoje, posso considerar "Intriga Internacional" melhor que "Psicose"; porém, preciso rever este último e assim fazer uma comparação melhor.

Falando sobre as atuaç
ões - não esqueçamos que estamos falando de "North By Borthwest!!!" - , o trio Cary Grant, Eva Marie Saint - a loira bonita - James Mason foram muito bem. O primeiro, mesmo que tenha suas pompas e poses, e não estando á altura de um James Stewart, é um ótimo ator. Eva Marie Saint também se mostra uma boa atriz. Uma pena não ter feito tantos filmes de destaque! Foi ela quem fez "Sindicato de Ladrões', filme que ainda não vi! Mason, pelo pouco que vi, parece ser um ótimo ator. Dele, só vi este e "Lolita" e gostei de ambas as atuações!

"Intriga Internacional" não é um filme comum, e sim, repito, um clássico do cinema que não deve ser privado dos mais valiosos elogios. Deve-se assisti-lo e presenciar mais uma aula - sim, mais uma!!! - de Sir Alfred Hicthcock. Bem, acho que acabei de dizer algo que já virou um clichê. O que fazer, se ele é um gênio?


*** Olá em grego! Que palhaçada, né? Mas eu gosto da Grécia, por isso, quis colocar meu "Olá" assim! Ah, também o Blog é meu; faço o que quiser! rsrsrsrs

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

"The Big Brother is Watching You! Be Careful!"



Olá! Depois de muito tempo, estou de volta!

Bem, indo direto ao assunto, acho que pela primeira vez falarei de algum livro por aqui. Isso prova o quanto eu gostei dele. Sem mais rodeios, vamos ao assunto.

Ha muito tempo que queria ler um livro chamado "1984", de um autor de nome George Orwell. Dele, já tinha lido "A Revolução dos Bichos" e tinha gostado muito. Falavam muito bem desse "1984", e como havia me afeiçoado muito pelo outro, este deveria ser muito bom também. Só não imaginava que iria gostar tanto e nem que me impressionaria de tamanha forma!

Ao começar a ler, fiquei um pouco entediado com o ritmo lento e até um pouco arrastado. Pessoalmente, não gosto de livros assim. Aprecio muito histórias com diálogos - não muitos - e que possuam uma
atmosferoa que envolva o leitor. Para mim, isso não aconteceu nas primeiras quarenta páginas. Depois disso, o livro começou a engrenar, de uma forma tão avassaladora, que não queria mais parar de ler. Sem exagerar, li praticamente 200 páginas em três dias, tamanho interesse que acabei tomando por ele.

Quando terminei de ler, tinha a certeza de que aquele era um dos meus livros favoritos. A
linguagem simples e fascinante me empolgaram de certa forma que me apeguei a narrativa de uma forma que não pude mais deixá-la. Se tivesse tempo, teria lido em apenas um dia.

A única coisa que pode ter tirado um pouco o brilho do livro foram as trinta páginas que falavam sobre a política vigente do partido. Apesar de ter gostado, penso que o Orwell poderia ter resumido um pouco, pois nem todo leitor é tão interessando em política. Este, vendo essa torrente de explicações que não lhe interessam muito, poderia desistir da leitura. Eu mesmo, que gosto muito do tema política, co
nfesso que fiquei um pouco entendiado nessa parte. Entrementes, muitas coisas interessantes apareceram aí, como a que falava sobre a divisão de classes e o interesse de cada uma.

Pode-se considerar Winston Smith como um herói. Numa sociedade completama
nte cega, em que a "prole" é ignorante, ele tentou se revoltar contra um governo fascista e tirano. Ao lado de sua amada, Júlia, eles quebraram certas barreiras pequenas que ninguém teria coragem de o fazer. Só que nosso herói não contava que O'Brien, um possível aliado, fosse na verdade um membro do Partido Interno. Este, impôs uma série de torturas aos dois, fazendo com que ambos perdessem seus ideais. Um romance que parecia promissor, acabou não prosseguindo graças ao governo fascista e suas práticas nada agradáveis.

Essa presente falta de esperança apresentada no livro, pode ter aborrecido muita gente. A mim não, pois como Orwell, não acredito num mundo melhor. Como ele retratou muito bem, penso ser muito possível que existam máquinas no futuro que "leiam" nosso pensamentos.

Aliás, o que ele relatou no livro retrata-se muito bem na sociedade atual. Somos vigiados em todos os lu
gares; a"prole" mostra-se apática; governos tirânicos continuam a governar- vê-se Cuba e Coreia do Norte - ; entre outras coisas.

Deve-se lembrar que o livro não é uma crítica ao socialismo em si, e sim a qualquer regime totalitário, seja ele nazista, fascista ou comunista. É triste dizer, mas hoje vê-se muitos tiranos - gosto dessa palavra, hein? - a governar por aí, segurando a banderia da democracia, e promovendo guerras a torto e a direito. Não é mesmo, Tio Sam?

Pra finalizar, deixo esta mensagem, que pode parecer boba, mas que gostei muito:

"A liberdade é a liberdade de dizer que dois e dois são quatro. Adimtindo-se isto, tudo o mais decorre".


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Os dois melhores filmes de dois ótimos diretores - Parte 2



Olá!


Como o título fala, são os dois melhores filmes de dois ótimos diretores. Um, do querido Woody Allen, que já comentei. O outro, do grande mestre Alfred Hicthcock. Vamos á ele então!

Dos filmes desse ilustre diretor, Sir Alfred Joseph Hicthcock, o que eu achava o melhor era o tão conhecido e adorado "Psicose", dito por todos o melhor filme de terror/suspense de todos os tempos. Penso que a maioria dos fãs também acha isso. Já a crítcia fica entre "Um Corpo que Cai" e "Intriga Internacional". Deste, eu não posso falar nada, pois não o vi ainda. Comentarei assim que puder assisti-lo!

Voltando ao que interessa, ao assistir "Um Corpo que Cai", já tinha uma ótima impressão dele. Todos falavam muito bem; ele era quase uma unanimidade. Eu pensava comigo: "Eh, esse filme deve ser bom mesmo". E como é!

A abertura do filme já chama a atencão, pois não era comum de Hitch fazer algo assim tão psicodélico e diferente. Ele logo aparece no início. Isso acabou se tornando uma tendência sua, para que os telespectadores não ficassem aguardando ansiosamente sua aparição e não prestassem atenção ao filme.

De um ponto de vista geral, só tenho a fazer elogios rasgados do filme. Não faço isso só porque todo mundo falou que é bom e eu estou seguindo a opinião desse "todo mundo". Não é isso! Como exemplo, posso citar Bergman, que todos falam ser um ótimo diretor e eu não consigo gostar dele. Talvez goste futuramente, mas isso já é outro assunto!


De volta ao filme, então.




Falar de "Um Corpo que Cai" em poucas linhas é muito complicado. Isso porque este não é apenas um filme, e sim uma aula de cinema . Todo bom apreciador deste arte tem o dever de um dia ver este filme. E por que esse "dever"? Pois o filme. além de ser uma aula de cinema, é uma amostra de como Hitchcock estava além de seu tempo, fazendo um cinema altamente técnico e magnífico. Talvez seja essa a razão dele nunca ter ganho um Oscar. Ninguém entendia sua forma de fazer cinema. O mesmo digo de Kubrick. Mas isso também é outro assunto muito interessante que abordarei aqui em breve.

Simplesmente não há palavras para descrevê-lo. Tudo se encaixa perfeitamente! Aquelas cenas onde há a simulação de vertigem são uma obra-prima! O enquadramento é perfeito! O jogo de cores que Hitch faz também é muito belo. Como para ele, "ator é como gado", pode-se esperar que prestará atenção em cada detalhe do filme; por isso, sempre as suas realizações são primorosas. O filme pode até não ser tão atraente, mesmo isso sendo raro, mas a marca de sua perfeição estará sempre presente.


Por falar em atores, não é preciso mais fazer elogios a James Stewart. Passei a ser fã dele a partir de "A Felicidade Não se Compra". A sua espontaneidade é o que mais me chama a atenção, pois ele consegue fazer papeis nos quais age "naturalmente", ou seja, como se ele estivesse vivendo aquilo de verdade. Stewart não precisa de toda aquela pomposidade da qual muitos atores usam. Ele prefere ser simples e ao mesmo tempo faz atuações perfeitas e impecáveis! "Janela Indiscreta", "Festim Diabólico" e o já citado "A Felicidade Não se Compra", fora o filme comentado aqui são as provas que tive do que falo sobre ele agora. É claro que existem mais, e os verei assim que puder!

Ainda sobre atuações, penso que os atores brasileiros bem que deveriam dar uma olhada em atuações como essas e aprenderem a como atuar naturalmente, sem parecer aquela coisa gravada, como faz a maioria dos atistas brazucas...

Sem mais palavras, só posso dizer que este filme é clássico, um dos melhores de todos. Qualquer um que deseje fazer filmes bons, deve ver este e aprender com Sir Alfred Hitchcock como se dirige filmes bons! Este não é só um filme bom, mas um filme maravilhoso. Deveria entrar para o panteão de filmes que devem ser assistidos por todos.
Este filme foi feito em 1958, num tempo em que o cinema não estava no mesmo patamar de hoje em termos de tecnologia. Assim mesmo, desafio a qualquer diretor, atualmente, fazer algum filme a altura deste.
Como já disse, os filmes de hoje não são como os de antigamente. São feitos com mais cabeça e menos coração. São feitos para arrecadar cada vez mais dinheiro! Não trazem a mesma emoção de antes! O que nos resta é continuar a ver filmes assim, que nos dão gosto, e esperar que alguma boa alma faça algo bom! Na verdade até temos, mas são muito poucas!
O que interessa é que ainda podemos, de vez em quando, videar um pouco de Hicth, Kubrick ou Copolla! Isso ninguém pode nos tirar!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Os dois melhores filmes de dois ótimos diretores - Parte 1



Ola!

Domingo, pude ver dois filmes que gostei muito! Um, do consagrado Alfred Hitchcock; outro, do hilário e ótimo Woody Allen. Um, mistura comédia e drama; outro, mistura suspense, drama e romance. Parece complicado? Nem um pouco! Parece bom??? Bom, que isso, ótimo!!!



Vou começar pelo filme do Woody Allen. Falar dele é fácil. Além de ser um ótimo diretor e um fantástico ator, seus filmes conseguem divertir e entristecer ao mesmo tempo! Mais o primeiro do que o segundo! E este não muda! Ah, desculpe-me, não disse o nome do filme ainda. Se chama "Hannah e suas irmãs". o melhor filme dele que eu vi até agora. É da fase que ele sempre coloca a Mia Farrow, tempo este que era casado com ela. Os dois têm uma ótima química quando estão em cena! Neste filme eles nem contracenaram muito, mas pelo pouco que eles se encontraram, já deu pra perceber.


O filme fala sobre a história de três irmãs e seus complicados relacionamentos. O marido de uma se apaixona por uma das irmãs da sua mulher. Esta é casada com um pintor rabugento. O cunhado se declara para ela e esta acaba aceitando. Só que ele não consegue se separar da mulher e a cunhada acaba não aguentando isso e se envolve com outro. Os dois vivem muito felizes separadamente e descobrem que cada um pode amar seus companheiros separadamente.

E onde entra Woody Allen nisso tudo? Ele faz o papel de um diretor de programas. Este era casado com a Hannah, a que estava sendo traída. Ele, solitário, descobre que tem algo em sua cabeça, que parece ser sério! Vai ao médico e descobre que não é nada! Daí vem uma das cenas mais hilárias do filme: o Woody Allen sai pulando, feliz da vida do hospital. Só que a partir daí, ele começa a pensar que a vida é curta e que um dia ou outro ele morrerá. Não morreu agora, mas pode morrer depois! Com isso, ele tenta se agarrar a alguma religião para que essa possa lhe dar alguma tranquilidade. Só que ele não consegue se agarrar a nenhuma e prefere ficar com o seu ateísmo de sempre, acreditando que só existe uma vida e que devemos aproveitá-la ao máximo possível! E, como previsível, ele fica com uma das irmãs, logo a que não tem nada a ver com ele. Os dois já tiveram um ingrato encontro antes, onde um não gostou nada do outro. Muito engraçada também a cara do Woody Allen ao ir a um concerto de rock! Dei muitas risadas ao perceber como ele estava gostando do show!

Esse filme mostra mais uma vez que não há um diretor em toda a história do cinema mais bem querido que ele. Sabe divertir de um jeito diferente, pois seus personangens sempre tem aquela coisa intelectual, isso é fato! Eu gosto porque eu adoro literatura. Tem gente que não consegue gostar muito dos seus filmes porque não gosta muito de ler. Mas isso não impede, a meu ver, de poder gostar de um filme dele.

Agora, colocar pessoas acostumadas a ver "American Pie" e ver um filme dele, bem, aí está-se pedindo demais! O humor dele não é um humor normal, é diferente! Ele sempre brinca com sua condição de judeu-ateu, o que me faz gostar ainda mais!
O fato é que o velho tem se mostrado cada dia mais disposto a fazer filmes. Já tem quase 40 na bagagem, e ao que tudo indica, passará disso facilmente! E que ele viva muitos anos, pois são diretores como ele que ainda faça com que saiamos de casa e andemos até o cinema para ver um filme novo!
To Be Continued.....